quarta-feira, 13 de julho de 2011

O bicho em cada um de nós

Se pudesse escolher, qual animal você seria? A resposta a essa pergunta é o título do livro "Ich wäre gern ein Huhn" (Eu seria uma galinha), de Beatrix Schnippenkoetter.

Com uma idéia simples e uma sistematização interessante, o livro dá voz a crianças do mundo para falar um pouco sobre o seu cotidiano e sobre os seus sonhos. Estão no livro personagens de 88 países, entre eles o Brasil. Na página esquerda que precede cada história pessoal, a autora faz uma apresentaçao resumida do contexto histórico e socio-cultural do respectivo país.

O legal é que, pelas respostas das crianças, dá para conhecer o tipo de preocupação e olhar que cada uma delas tem sobre a vida  e, com isso, entender um pouco o comportamento social dos países nos cinco continentes pesquisados. 

Do Brasil, a apresentação fala um pouco da religiosidade, da paixão pelo futebol, de recordes na natureza, como ter a maior área de pântanos e a maior região costeira do mundo, e, ainda, do Carnaval do Rio de Janeiro. A menina Jéssica, de 10 anos, é a personagem brasileira. Ela mora em Cabo de Santo Agostinho e seu grande sonho é ter o próprio computador. Também gostaria de acabar com a violência no mundo e, se tivesse dinheiro suficiente, a primeira coisa a comprar seria uma casa.
 
Entre outros pontos do questionário padronizado, Jéssica responde que tem medo de bandidos, gosta de comer pamonha e que um dos momentos mais felizes da sua vida foi quando estava “orando na igreja e seu coração se encheu de alegria”.

Ah, que animal ela gostaria de ser? Uma gata porque é um animal amoroso e meigo.

E quem respondeu que seria uma galinha foi uma Awa, uma menina de 9 anos de Sanankoroba, em Mali, um dos países mais pobres do mundo, localizado na África. A maliana escolheu essa ave porque, segundo ela, tem uma das carnes mais saborosas.  

No final tem dois questionários, uma para o/a leitor/a criança e outro para o/a leitor/a adulto.    

O LIVRO
Ich wäre gern ein Hühn: Was Kinder aus aller Welt erleben und sich erträumen
Autora: Beatrix Schnippenkoetter.
Editora: Campus Verlag GmbH
Ano: 2006
Distribuição: bpb Bonn 

Em tempo: Estava paquerando essa obra e planejava comprá-la. Pois não é que eu recebi uma edição, de graça, no dia em que saí de casa para comprá-la ;p

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Solta o som

O Rheinkultural 2011 é mais que um festival de música. É um momento em que os bonenses podem extravasar o espírito de alegria, confraternizar-se (com alemães e estrangeiros) e é, claro, um bom pretexto para brindar o verão. Cerca de 160 mil pessoas compareceram à 29. Edição do Rheinkultur, segundo os organizadores do evento.

Um mar de gente invadindo o gramado do Rheinauenpark (fonte da imagem:rheinkultur.com)
Todos ávidos pelo rock, pop e eletronic music que constavam do cardápio musical.

:O Fiquei um pouco assustada com o engarrafamento no corredor de entrada


 :D Mas depois a vista limpou 

Com a panorâmica do Palco Vermelho
montado em frente a um dos círculos de flores do parque. Privilégio!!
Visão compensadora também para o Palco Azul
E ouvidos atentos para a divertida crítica político-social que rolava no Palco Verde


Tinha até barraca brazuca

Vejo nossa bandeira e o coração faz chica chica boom















;) Encontro feliz: adorei conhecer “Dick Brave & The Backbeats

Eles tocam covers de rock e pop
mas não é uma simples imitação
é O Cover. O SHOW!!
Ano que vem tem mais Rheinkultur. A 30. edicao do festival será dia 7 de julho de 2012 no Rheinauenpark, em Bonn. 

Fotos: Januária Oliveira

sábado, 2 de julho de 2011

O que tem para hoje

Primeiro sábado de julho e Bonn está agitada. Trabalho social, talvez início de uma vida esportiva e um paraíso verde com palcos de pop&rock gratuitos. É o que a cidade tem a oferecer para hoje!

Venda de objetos em Bonn
para dar apoio financeiro a projetos no RJ

Logo no centro vemos a bandeira brasileira tremulando em frente à biblioteta central. Não, não é apoio à seleção brasileira nesta Copa do Mundo de Futebol Feminino, que ocorre na Alemanha. É o pequeno bazar promovido pela Förderverein Partnerschaft Bonn-Petrópolis-Potsdam, organização que ajuda financeiramente projetos desenvolvidos nesse município do Rio de Janeiro.

A Organização apóia há 10 anos projetos em Petrópolis, entre eles, escolas para crianças carentes


A alguns minutos dali chega-se ao gramado do Hofengarten, em frente ao prédio da Universidade Bonn. Pois é logo na saída de um dos portoes da Universidade e na beirada do gramado do parque que encontramos, hoje, uma grande exposição de bicicletas usadas (mas bem conservadas), que estão à venda por precos reduzidos.

Foto da minha "magrela", presente de Krysta, uma mulher simpaticíssima, membro da Igreja Adventista de Bonn, que conheci em 2009.

Descanse, mas não muito_oVo

Já pelos lados da Rheinauenpark o dia é do Rhein Kultur, festival de música que ocorre anualmente em julho e tem entrada liberada. A programação do Festival é vasta e começa a partir das 12h.As bandas de rock e pop se apresentam em três palcos (Azul, Verde e Vermelho), enquanto as performances de rappers e DJs de música Eletrônica ficarão, respectivamente, nos espaços Mixery Raw Deluxe Stage e Tanzberg.
   
Veja as bandas listadas na programação. Gostei do som do Nils koppruch, que toca no Palco Verde.


Rheinkultur 2010 (Fonte: leonbonn.wordpress.com)

E o tempo ainda não está totalmente com a cara do verão, mas as atividades chamam para o movimento do corpo e as pessoas estão no pique - braços e pernas de fora e sorrisos de calor. É o que temos para este começo de meio de ano. Que bom!

Fotos: Januária Oliveira

terça-feira, 21 de junho de 2011

Verão monocromático

Os dias estão mais longos, mas o calor ainda não chegou. Embora o verão no Hemisfério Norte tenha começado oficialmente hoje, 21 de junho, aqui na Alemanha, mais precisamente em Bonn, os dias ainda estão invernais.
Torre da sede dos Correios da Alemanha

Olha como ficou o céu da cidade nesta terça-feira, primeiro dia de verão, a estação do sol. Mas ele está tardando em chegar. Vendo esse céu de chumbo, construí de cabeça um poeminha, que transcrevo especialmente para este post.
.............................................
.............................................


Céu cinzento
Prédio envidraçado
neutro pigmento
entremeando nuvem e prédio (pesados)
céu cinza
nuvens cheias
arranhadas por um grafite gigante
monofrieza
Não, essa estação não rima com tristeza


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Árdua, porém boa!

Em minhas considerações sobre a língua alemã, cheguei a pensar que ela fosse uma "língua-matemática", cheia de lógica, formatada dentro de uma estrutura fortemente racional, tal como a mentalidade dos alemães. Depois de algumas aulas, porém, vejo que o idioma de Nietzsche pode ter uma lógica tão delirante quanto um filme de Luís Buñuel.

Claro, tudo depende do caso gramatical. Geralmente o alemão segue uma ordem rígida e racional, mas as exceções que jogam por terra as regras aprendidas podem ser uma pedrinha chata no sapato de quem abriu todos os seus sentidos para aprender regras da complicada gramática alemã.

Na linha de frente das críticas, cito o escritor americano Mark Twain, que com o livro A Medonha Língua Alemã, descreve as dificuldades para entender e aprender essa estrutura gramatical complexa. 

Mas não estou aqui para criticar essa língua que, para mim, já soa até melódica. Confesso, já sofri por ela, mas decidi trocar a noção de sofrimento por desafio interessante. Ela não é fácil, em alguns momentos não é tão [certinha], mas pode ser muito recompensadora. 

Então, para quem se dispõe a conhecê-la, só resta ter paciência e se divertir. Aproveite este post para elencar algumas palavras alemãs, cujo som da pronúncia encontra semelhança o som de determinadas palavras em português. Vejam só:

- wieder (pronúncia: vída)= é usado para indicar a continuidade de uma ação
- Möhre (môrra)= cenoura
- Mais (mais)= milho
- Mal (mall) = vez. O significado nao tem nada a ver com o contrário de bem  
- Töchter (tórrta)= filha 
- Opa (ôpa)= vovô
- Putzfrau (pútsfráu)= o quase putz grila, na verdade, refere-se à mulher que trabalha na limpeza de uma casa, escritório, etc
-hallo (ralô ~ ralou a cenoura?)= hallo é cumprimento, significa olá, oi
 

domingo, 12 de junho de 2011

Maibaum para meu bem

Em muitos países, incluindo a Alemanha, o Dia dos Namorados é comemorado no dia 14 de fevereiro. No Brasil a data instituída é 12 de junho e no dia seguinte, 13 de junho, reserva-se homenagem a Santo Antonio, o santo casamenteiro.



Deixo para os casais de namorados algumas fotos de Maibaum que registrei pelas ruas de Bonn.


No post Maio com Maibaum, bruxa, corações e fogo eu escrevi sobre essa romântica tradição alemã e nada mais apropriado que o Dia dos Namorados para relembrá-la. Afinal, Maibaum é uma declaração pública de amor. Presente único que vem com o nome da homenageada. 


Fiz as fotos em meadaos de maio, pois no final do mês muitas árvores já não estão mais na frente das residencias. Tradicionalmente os rapazes devem trazer o Maibaum para a casa da amada na passagem do dia 31 de abril para 1° de maio e retirá-lo no dia 31 de maio. Mas ainda é possível encontrar alguns desses presentinhos pelas ruas de Bonn.

Notem que o modelo é simples e pode ser feito em casa. Dica minha para quem quiser copiar a idéia no Brasil: em vez de cortar um árvore, use um cano grosso de PVC e um galho farto e viçoso. Seja criativo! Decore o cano e prenda o galho no topo para ficar parecendo uma árvore.  Depois é só finalizar com fitas fitas coloridas e, claro, um coração com o nome da garota (porque essa é a melhor parte da surpresa).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Negócio da China


Um casal de chineses foi uma das minhas aquisições na visita à Feira de Antiguidades da Rheinaue ocorrida no último mês.


As duas peças são lindas (opinião sem culpa de ser parcial), esculpidas em  pedra-sabão e com riqueza 
de detalhes.

Preço do par:
6 Euros.
                           Uma pechichona
                           pechinchina :D

   Fotos: Januária Oliveira