quinta-feira, 31 de março de 2011

A saída pode estar no banheiro

Máquina para as mulheres
E para os homens
Meu professor comentou outro dia que a vida dos estudantes na Alemanha nao é das piores, 
pois no meio do ano, quando o verao comeca, eles tem quase tres meses de recesso de aulas. Sem contar os outros intervalos programados durante o ano letivo.

Eu diria que, além do prazer de uma pausa esticada durante essa linda estacao, que é o verao europeu, os estudantes universitários
podem gozar também de outros prazeres.

Nao é que no banheiro do restaurante da Universidade (Mensa) tem uma máquina que vende umas coisinhas para mocas e rapazes ficarem prevenidos nos momentos de intimidade?

No banheiro das mulheres a máquina dispoe de absorvente interno, camisinha e um dedal com bolinhas estimulantes (para brincar de enfiar adivinha onde??). Vai da criatividade. Mas  a funcao é mesmo masturbatória. Será que alguém já comprou e fez o teste ali mesmo, no banheiro?? kkkk.                                                   

Camisinha, mini masturbador e absorvente
O Lustfinger

O conjunto de tres camisinhas, coloridas e com cheiro de fruta, custa 2 Euros; por 1 Euro tem-se quatro absorventes da marca O.B.; e por 2 Euros a moca pode levar e vibrar à vontade com o Lustfinger.   
  
Já no banheiro masculino sao oferecidos cinco modelos diferentes de camisinhas, cada um custa 2 Euros e dá direito a tres preservativos.

A máquina masculina


E suas ofertas para o sexo protegido

A palavra é prevencao!

Em tempo: Há pouco tempo soube de um brinquedo, feito para homens, que é chamado de Egg. Entre tantos outros, tem o Lustfinger, para mulheres. Com tantos objetos para se divertir, penso que os adultos nunca deixam de ser crianca. Adoram uma brincadeira.  

quarta-feira, 30 de março de 2011

I wish you were here na pedra

Essa eu ouvi, hoje, no rádio a caminho de casa. Alpha Bondy, cantando I wish you were here, do grupo Pink Floyd, em ritmo de reggae.

Pensamento voou até Sao Luís, que tem o título de "Jamaica Brasileira", "capital do reggae", "a Ilha do amor".

Saudade da minha cidade e da minha gente. Mas nao estou lamentando, pois também gosto muito do lugar para onde Deus me trouxe.

Aí vai Alpha Blondy. Como diriam os ludovicenses, "é muita pedra!"





Ah, a mesma rádio alema também tocou a música Madalena, de Ivan Lins, como um de seus BGs (Back Ground). Madalena teve diversas interpretacoes e já foi cantada, em portugues, até por Ella Fitzgerald, um dos grandes nomes do jazz.

terça-feira, 29 de março de 2011

Uma fonte de informacoes que é um BL (ou quase ;p)

Alguns dos livros que consegui pegar
Falando ainda daquilo que Bonn oferece como estímulo à leitura e reforco à educacao dos seus cidadaos, registro um lugar convidadtivo que conheci há poucas semanas. O nome é Bundeszentrale für politische Bildung e lá podemos pegar, de graca, uma grande variedade de impressos e de material audiovisual sobre assuntos que envolvem a vida de povos do mundo inteiro.

A bpb (sigla em minúsculo mesmo)  é uma agencia central de formacao política, do governo federal da Alemanha. Em um espaco tranquilo e agradável sao oferecidos livros, revistas, jornais, Cds e conteúdos online sobre temas atuais e históricos. Os visitantes podem mergulhar em questoes relacionadas à Europa, América Latina, África, Ásia, Oriente Médio, Mídia, Guerras, Economia, comportamento social em diferentes nacoes e mais uma série de assuntos que giram em torno do interesse público. 

Mídia pedagógica

Pensei em como muitos estudantes da UFMA iriam fazer a festa, em termos de leitura e de pesquisa. Iriam acrescentar muitas coisas ao repertório academico deles. E isso de uma forma verdadeiramente acessível. Tem livros da bpb que, se chegassem (traduzidos, claro, pq estao todos em alemao) aos sebos ou bancas universitárias de Sao Luís, seriam vendidos pelos olhos da cara. Sim, porque muitos sebos em Sao Luís sao só fachada, o preco é quase - ou o mesmo - dos de livraria de shopping. 
Outro detalhe é que todos os materiais da Agencia sao novíssimos, nao tem nada de segunda mao. 


Conversando sobre Mídia
Jornalismo Local
Nem todas as publicacoes da bpb sao gratuitas, mas as pagas custam bem barato. Comprei um livro de jornalismo por 2 Euros. Vi também um livro de 4 Euros que conta a história de uma garota, personagem em desenho, que viaja por diversos países, entre eles o Brasil, e lá conhece uma brasileirinha que mora no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. O livro é uma mistura de animacao e texto.

Revistas também sao de graca. Nesta, o trabalho dos meios de comunicacao de massa

Quando conheci a Agencia Central de Formacao Política, peguei logo um monte de livros e um CD. Saí de lá carregada. O único livro que paguei foi o de jornalismo. Deu vontade de trazer mais materiais, mas vou tentar ler primeiro os que peguei. Será que consigo?? Vamos ver! Mas valeu a pena conhecer esse BL*  da informacao :D

BL* (Boca Livre - jornalistas sabem bem o que é isso, heheh)


Mídia, Revolucao Cultural na China, jovens na política,
Hitler, Marx, Alemanha como segunda pátria e outros




Bundeszentrale für politische Bildung - Em sua página na internet, a bpb se apresenta como um local de formacao, que busca com seus produtos, levar conhecimento sobre as transformacoes em diferentes setores de países, sobretudo da Europa, e promover a participacao política  e social dos cidadaos. 
Se levarmos em conta a extensao e variedade de conteúdos oferecidos de forma acessível por essa Agencia, acredito que muitos poderao realmente se sentir motivados a buscar mais conhecimento.

sábado, 26 de março de 2011

Estante na rua com livros de graça

Usuário consultando o acervo.
                A estante é dupla face.                     
Observe que lá atrás também tem visitante (Imagem de internet)
Escrevi, ligeiramente, em post anterior sobre uma iniciativa que oferece livros de graca para as pessoas, em Bonn. Esses livros ficam dispostos em uma estante pequena, ao ar livre, e todos podem usá-la. É chamada estante aberta.

O princípio que norteia a existencia dessa mini biblioteca é bem democrático: livros emprestados, sem data limite para devolucao e sem cobranca de taxa, apenas leitura com fim de informar ou entreter e, se possível, a contribuicao do público para a manutencao e ampliacao do acervo.

Nas prateleiras há livros para todos os gostos. Do genero ficcional ao de instrucao técnica. Tem romance, publicacoes da área da saúde, auto-ajuda, coisas sobre sistema de Informática. Um pouquinho de muitas searas.


Existem estantes abertas em outras cidades da Alemanha. Em Bonn, presenciei a experiencia em Poppelsdorfer Allee, no centro da cidade, e,  inclusive, já tomei emprestado um livro. Posso dizer que, lá, o projeto é bem sucedido. A estante recebe muitos visitantes, tem sempre um leitor procurando publicacoes, a qualquer hora do dia ou da noite.

A estante da praca de Poppelsdorfer foi inaugurada em 2003 e tem o apoio da Fundacao dos Cidadaos de Bonn. E as pessoas tem zelado pelo patrimonio. Nao há vestígios de vandalismo. A madeira da estrutura nao está riscada e as portinhas de vidro estao funcionando bem, sem rachaduras ou quebradicos.

Além dos livros disponíveis em Poppelsdorfer, há ainda, em Bonn, estantes gratuitas em Bad Godesberg (no City-Terrassen), Beuel Rheinufer, Bonner Bogen, Altstadt, Duisdorf e uma perto da universidade, na cabide telefonica londrina. Essas estantes sao uma boa, né? ;)

sexta-feira, 25 de março de 2011

A diferenca entre alemaes e italianos (ou seriam brasileiros?)

Rapha, minha amiga brasileira que mora na Itália, escreveu um comentário (Coisas que acontecem numa boa na Alemanha, 16.3.2011), em que disse ser possível encontrar semelhancas entre alguns fatos sociais que ocorrem na Alemanha e na Itália.

Aqui vai um vídeo bacana que trata, exatamente, de algumas dessemelhanças - ou melhor, particularidades - entre italianos e alemaes.


 A animacao mostra, com bom humor, como os dois países se comportam frente aos seguintes temas (traducao livre):
- Música
- Férias
- Encontro às 12h
- Garotas
- Nova estrada
- Mae e os filhos
- Moda
- Instituicoes
- Lixo
- Arte Moderna
- Depois da fronteira

Os créditos sao do Studio Bozzeto & Co, para o Instituto Goethe da Itália. Qualquer semelhanca com o Brasil, da parte italiana, seria mera coincidencia?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Confissao - lembrancinhas e mapa

O Brasil é uma lembranca constante e, de vez em quando, essa lembranca se materializa bem na minha frente. Há poucos dias essa materializacao ocorreu duas vezes:

SITUACAO I

Depois de um tempao à procura de um endereco complicado, surge um alemao gentil e sorridente. Ele tira do seu bolso um celular moderninho e tentar encontar a rua por meio do Google Maps na internet do telefone. Ele passa minutos com o celular na palma da mao estendida, mostrando o mapa e explicando os possíveis caminhos a seguir. 

A lembranca do Brasil:  Quando, em Sao Luís (e em outras capitais), poderia-se imaginar que alguém tiraria, de noite, no meio de uma rua deserta e meio escura, o seu celular com internet para desconhecidos? Mostrar as direcoes falando, sim, mas mostar aparelho eletronico... sei, nao! 

SITUACAO II

Consultório médico, cada um na sua esperando ser chamado. De repente, comeca a tocar o instrumental  de “Ritmo da Chuva”. Ou era toque de celular ou campainha, nao deu para identificar. Mas na hora, veio aquele estalo gostoso, como no dia do “Chorando se foi”. 

A lembranca do Brasil: esse toque me fez recordar de umas serestas que, à vezes, dava para ouvir lá de casa. E lembrar também de quando, aos domingos, alguém ligava o som do porta-mala de um carro e colocava um CD das antigas, só de músicas romanticas. Essa cancao estava sempre lá. 

A versao original de Ritmo da Chuva é da década de 60, com The Cascades (Rhythm of the rain), mas ela foi gravada por muitos artistas brasileiros, como Los Hermanos, Fernanda Takai, Peninha, José Augusto, Victor e Léo. Mas acho que, no Brasil, ela se tornou mais conhecida com a versao do cantor Demétrius, na época da Jovem Guarda.  

Notas sobre a busca pelo endereco 

Quando morava no Rio, sempre que eu procurava um endereco desconhecido, bastava perguntar em uma banca de revista e logo o jornaleiro me indicava a rua, dava as referencias e, quando sabia, dizia até o nome de quem eu encontraria lá. Em Sao Luís, o jornaleiro e a molecada na rua também sabiam informar legal.

Já na Alemanha, as informacaoes quase sempre nao sao (tao) precisas. As pessoas nao querem saber o que seu vizinho faz, nem onde fica aquele prédio amarelo em que trabalha fulano e tal. Apesar de nao ter a curiosidade por certos assuntos – diferente dos brasileiros que sao curiosos e, em alguns casos, bem informados até demais com o que nao é da sua conta – , os alemaes até que sao solícitos para dar informacoes.

Mas é verdade que muitos deles sao desinformados sobre o próprio lugar onde moram. Talvez isso explique, em parte, (teoria minha de brincadeira) o grande apego dos alemaes os mapas. Usa-se mapa para ir a tudo que é lugar. É um hábito nacional. Mas essa sistematizacao pode ser mais prática do que sair somente com a cara e a coragem, na procura de um endereco desconhecido. Deveria ter ido com um mapa, confesso. ;D

sábado, 19 de março de 2011

Vivendo e aprendendo (com os orientais)

            Durante a aula...
Os asiáticos são conhecidos, de certa forma, pela sua ligação com o universo da aparelhagem hight-tech.
Eles têm sempre alguma coisinha portátil, moderna, algum gadget para nos apresentar como novidade. Pois fui apresentada a um deles, logo no meu primeiro dia de aula, no curso de alemão.

(Um parêntese: na Alemanha tem tantos asiáticos - entre, universitários, intercambistas, estagiários, aspirantes a uma vaga em universidades alemãs, empregados de companhias, moradores, etc -, que é até estranho não topar com algum olhinho puxado, em cada lugar que se vá para estudar, passear ou fazer compras.) 

Mas voltando ao primeiro dia de aula. Assim que cheguei na porta da sala, dei de cara com uma turma de predominância asiática. Nenhuma surpresa, 4 chineses e 3 coreanas, mais uma húngara, uma mexicana, um líbio, um guineense e eu, brasileira. 
Nenhum notebook ou calculadora (imagem internet)
No entanto, dali a uns minutos, depois de sentada, algo chamaria a minha atenção. Não foi exatamente as mesas cobertas de pequenos aparelhos eletrônicos, mas um, apenas um aparelhinho me interessou. Seu formato se assemelha a um notebook em miniatura, mas não era computador. Também cheguei a pensar em calculadora, mas não era. Então, o que seria?

Eu achava curioso, eles teclando desesperademente em cima daquele “mini notebook”, na maior concentração da face da Terra, durante a aula. Parecia aquela galera do videogame, que joga tão concentradamente, como se o próprio destino da pessoa estivesse ali naqueles botoes entre os dedeos.

  ... o uso das maquininhas é intenso
 Tomada de curiosidade, perguntei durante a pausa o que era aquilo, para que servia. Um colega “china” me explicou que, aquilo nada mais era do um dicionário. Hein? Isso mesmo. Dicionário e, alguns modelos, são multilinlingüe (até 65 idiomas), guardam arquivos multimídia, 

possuem gravador de voz,
                      concentração total
       (Fotos: Januária Oliveira)

 jogador MP3, visor para foto, função USB, calculadora, além de outras funcionalidades.

Embora esse  dicionário digital não seja mais nenhuma novidade, pois foi lançado há poucos anos, para mim ele era inédito. Eu nunca tinha visto esse tipo de tradutor. Em Sao Luís não tem. No Rio, o pessoal antenado que conheci também não tinha, rsrsr. 

O garoto da Líbia e o da Guiné também usam esse gadget para auxílio durante as aulas. Ah, além dos tradutores eletrônicos, uma das corenas usa um Ipad na sala e a amiga dela faz consultas no seu MacBook (laptop bem fininho da Apple).

Enquanto a galera hight-tech segue teclando, eu fico com meu dicionário de papel, com capa amarelo-gema, da Langenscheidt. Tá surradinho, mas adoro folheá-lo.

Nota sobre os asiáticos que conheci na Alemanha: são educados, discretos, gentilíssimos e prestativos. Quando querem aprender uma coisa se dedicam ao extremo, são super disciplinados. Um pouco desconfiados, mas sempre oferecem um sorriso, ainda que seja para dizer um “não”.  Em geral, têm curiosidade sobre o Brasil e se enturmam fácil com os brasileiros. Eles são bacanas.